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21 de ago. de 2010

O valor da Arte

O valor da Arte
Todo ser nasce concebido por extraordinária beleza natural, os inteligentes herdam este dom e se não tê-lo reprimido, podem ao menos em idade madura revelar o senso estético e os talentos por onde suas próprias e exclusivas razões os levarem. Seja ele um espectador, um curador, um crítico ou o próprio artista, se ele escolheu dar de si um tempo a este caminho, fará parte de algum processo da arte, senão com objeto palpável ao menos restará o plasma da coragem, dos impulsos criativos e do próprio desprendimento pessoal, em prol do inconsciente coletivo e mesmo que tenha sido apenas espectador, só por isso, deve ser muito valorizado. Digo isso porque, todos usufruem para mais ou para menos dos influxos das artes, muito embora poucos se apercebam disto.

Viver pela arte diante de tanto cepticismo, ignorância e mediocridade é uma difícil aventura, um sítio especial destacado do mundo convencional, possível apenas para a nata humana, para os mais sensíveis, doutos, mecenas e para os grandes determinados.

moacir p ponti

A Criatividade entre o Estômago e a Alma


Tudo quanto necessitamos e queremos aprender, servirá a nossa alma, assim como o alimento serve para nutrir o nosso corpo, e o ar e a água servem de meios para processar a química necessária para as funções do nosso organismo e atividades. Por isso, tudo o que ingerimos acaba sendo assimilado assim como foram o alimento, o ar e a água.
O corpo, usando a princípio os sentidos do paladar e do olfato, tira o melhor que pode do que ingerimos e faz isso de forma perfeita, porque objetivamente, o processo digestivo depende muito pouco da nossa vontade e está relativamente isento dos nossos impulsos externos e emocionais. Agora e de uma forma um pouco diferente estes princípios acontecem também com o que vemos, tocamos e ouvimos, eles contribuem nas nossas escolhas, guardas e vigílias, o que já é o bastante para a maioria dos seres vivos. Porém, para nós humanos estes sentidos fazem parte de um outro processo mais amplo e diz respeito a alimentação da alma exigida pelo intelecto. Refiro-me ao intelecto como sendo o processador do instinto e das vontades objetivas e subjetivas do espírito humano. É através dele que buscamos os compostos visuais, auditivos e sensoriais que necessitamos como alimento da alma; para viver, evoluir, desenvolver e realizar o que atina no nosso propósito de descobrir, de recriar e de ser, "e no exato sentido das palavras" a própria vida.

O objetivo deste breve texto foi o de falar sobre os estímulos que elevam o homem a um patamar superior. Da necessidade de o ser; observador, apreciador e crítico, que precisa e deve nutrir a sua alma (não apenas o seu estômago) extraindo e assimilando dos compostos externos, propriedades cognitivas, informações objetivas e subjetivas essenciais, além de outras energias, e deixar que elas misturem-se ao nosso ser para ampliar possibilidades criativas e despertar os nossos talentos.
Observação: As leis de direitos autorais existem apenas para os objetos em si e não para as suas essências.

moacir p. ponti